Saiba como registrar marca no INPI e a importância do processo!

Você sabe como registrar a sua marca no INPI? Entenda como funciona o processo para buscar tranquilidade em relação ao posicionamento do nome no mercado!

Este conteúdo aborda como registrar a marca no INPI no contexto da proteção de empresas e empreendedores, apresentando suas principais etapas, funções do órgão responsável e aplicações práticas no mercado. O artigo também mostra riscos como disputas judiciais e uso indevido de nome, além de apresentar dados, como o percentual de empresas sem registro no Brasil, para apoiar a abordagem.

Uma pesquisa concluiu que mais de 80% das pequenas e médias empresas no Brasil não realizaram o registro de marca. Isso ocorre tanto pelo desconhecimento da importância da proteção quanto pela falta de percepção de riscos de operar sem ela.

No entanto, a ausência de formalização pode gerar prejuízos relevantes, especialmente quando há disputas judiciais envolvidas. Diante desse cenário, é fundamental compreender como registrar a sua marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

Quer entender como funciona o processo? Continue a leitura e saiba como fazer o registro da marca!

O que é INPI?

No Brasil, a proteção de criações voltadas ao mercado é realizada pelo INPI, um órgão vinculado ao Governo Federal. É por meio dele que empresas e inventores formalizam direitos sobre diversos elementos.

Entre suas atribuições, estão o registro de marcas, que assegura o uso exclusivo de nomes e símbolos, e o de desenhos industriais, voltado à preservação da aparência de produtos. O INPI também concede patentes, permitindo a exploração econômica de invenções por um período.

Sua atuação inclui ainda a regularização de programas de computador e o reconhecimento de indicações geográficas, que vinculam produtos a regiões. Por fim, o INPI participa da regularização de contratos de franquia, licenciamento e transferência de tecnologia.

Ao conceder os registros, o instituto garante respaldo legal ao titular e reduz o risco de uso indevido por terceiros. Além disso, ele mantém uma base organizada dessas informações, contribuindo para maior transparência nas relações de mercado.

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Qual é a importância de registrar a marca?

Registrar a marca é uma etapa essencial para garantir a proteção legal da identidade de um negócio. Sem esse registro, não há exclusividade assegurada, o que permite que outras empresas utilizem nomes ou elementos visuais semelhantes.

Um caso conhecido que ilustra os riscos de não verificar o registro de marca envolve o nome “As Patroas”. Ele foi utilizado por Marília Mendonça, Maiara e Maraísa em um projeto musical.

O nome foi alvo de disputa judicial, pois já existia um registro anterior relacionado a ele. O INPI havia concedido à banda de forró “A Patroa” o direito de exclusividade do nome em 2017.

A proteção não se limitou apenas à expressão exata, incluindo variações que pudessem gerar confusão, incluindo o uso no plural. Esse tipo de abrangência é comum em registros de marca, justamente para evitar associações indevidas.

Diante do conflito, o projeto sertanejo precisou ajustar o uso do termo para evitar problemas legais. A situação demonstra como a falta de verificação prévia é capaz de gerar impactos, inclusive em iniciativas de grande visibilidade, exigindo mudanças e trazendo custos que poderiam ser evitados.

Já para quem registra a marca, há o direito de uso exclusivo em seu segmento de atuação. Assim, é possível tomar medidas legais em caso de utilização indevida por terceiros, preservando a reputação construída ao longo do tempo.

Além da proteção, o registro agrega valor ao negócio. A marca se torna um ativo estratégico, que pode ser licenciado, expandido para novos mercados ou até negociado. Dessa forma, o trâmite fortalece o posicionamento e as oportunidades de crescimento da empresa.

Como registrar uma marca no INPI?

O registro de marca no INPI envolve etapas que devem ser seguidas com atenção para evitar erros e atrasos. Conheça as fases até a conclusão do procedimento!

Faça a busca de anterioridade

Antes de iniciar o pedido, é importante verificar se já existe marca registrada ou em curso que seja semelhante à que se pretende utilizar. A consulta pode ser feita na base de dados do INPI, utilizando palavras-chave, nome do titular ou número de processo.

A etapa ajuda a reduzir o risco de rejeição do pedido e permite avaliar se o nome escolhido realmente pode ser registrado. Também é preciso definir corretamente a classe de atuação, de acordo com os produtos ou serviços oferecidos.

Por exemplo, uma empresa que vende roupas deve registrar a marca na classe relacionada ao comércio de vestuário, enquanto um salão de beleza deve optar pela classe de serviços estéticos. A escolha é importante porque a proteção é válida apenas na classe registrada, a fim de evitar conflitos com negócios do mesmo segmento. 

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Pague a taxa inicial (GRU)

Para dar entrada no pedido, é necessário emitir e quitar a GRU (Guia de Recolhimento da União). O pagamento é obrigatório e deve ser realizado antes do envio da solicitação, pois o número da guia será utilizado no momento do cadastro.

Existem valores reduzidos para alguns perfis, como:

  • pessoas físicas;
  • microempreendedores individuais;
  • microempresas;
  • instituições de ensino;
  • entidades sem fins lucrativos.

Em abril de 2026, as taxas variavam entre R$ 440 e R$ 1.720, conforme o tipo de pedido e a possibilidade de desconto.

Inicie o pedido no sistema

Após o pagamento da taxa, é preciso acessar o sistema eletrônico do INPI para dar continuidade ao registro. Nessa fase, deve-se preencher o formulário de registro utilizando o número da GRU já quitada.

Caso a marca inclua elementos visuais, como um logotipo, será necessário anexar a imagem durante o preenchimento.

Acompanhe o andamento do registro

Depois de enviar o pedido, é fundamental acompanhar as etapas de análise para evitar perdas de prazo. Há como fazer isso por meio da RPI (Revista da Propriedade Industrial) ou pelo sistema de busca de marcas.

Durante o período, existe a chance de o INPI solicitar documentos adicionais ou apresentar exigências que precisam ser atendidas nos prazos estabelecidos. Essa fase pode levar até 22 meses para ser concluída, a depender das particularidades de cada pedido.

Verifique a concessão do registro

Se o pedido for aprovado, a marca é concedida e o certificado de registro é emitido. A partir desse momento, o titular tem o direito de uso do nome no segmento em que foi registrado.

Vale destacar que a proteção tem validade de dez anos, contados a partir da concessão, e pode ser renovada por períodos iguais. Para manter o direito, é necessário cumprir as exigências estabelecidas pelo INPI.

Neste post, você entendeu como registrar sua marca no INPI e por que realizar o processo. Se a sua empresa não tem o registro sobre o nome e seus elementos, é interessante buscar a certificação e manter a tranquilidade do negócio em relação à questão.

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